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terça-feira, 29 de julho de 2014

Brasil inaugura primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênicos

Empresa Oxitec produz inseto capaz de reduzir transmissão da dengue.Unidade em Campinas gera até 2 milhões de mosquitos por semana.



A empresa britânica Oxitec inaugurou, nesta terça-feira (29), a primeira fábrica de mosquitos Aedes aegypti transgênicos do Brasil, uma tecnologia que, se aprovada, pode ajudar no combate da dengue no país. A unidade, instalada em Campinas, tem capacidade de produzir 500 mil insetos por semana. No ápice de produção, esse número pode saltar para 2 milhões de machos a cada sete dias.


A tecnologia foi desenvolvida em 2002, no Reino Unido. No laboratório, ovos dos Aedes aegyptireceberam uma microinjeção de DNA com dois genes, um para produzir uma proteína que impede seus descendentes de chegarem à fase adulta na natureza, chamado de tTA, e outro para identificá-los sob uma luz específica.

Os machos, quando liberados na natureza, procriam com as fêmeas –responsáveis pela incubação e transmissão do vírus da dengue. Elas vão gerar descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, reduzindo a população total.

Testes iniciados em 2011 na cidade de Juazeiro, na Bahia, mostraram redução acima de 80% na população selvagem. Alguns experimentos apontaram resultados de 93% de redução do Aedes aegypti que vive na natureza. O uso dos insetos da Oxitec no Brasil foi feito em parceria com a organização Moscamed.

Mosquito da dengue transgênico é macho, e se reproduz com fêmeas na natureza, gerando mosquitos que morrem antes da vida adulta (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Como funciona

A ideia da Oxitec é ser contratada pelo poder público para fornecer um pacote de serviços, que vai desde o treinamento de agentes públicos ao combate de possíveis epidemias de dengue.

A contratação depende da aprovação da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que ainda estuda autorizar a comercialização deste tipo de serviço. Caso isto ocorra, o Brasil poderá ser o primeiro país a aprovar o uso de Aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue.

Segundo Glenn Slade, diretor global de desenvolvimento de negócios da empresa, uma cidade de 50 mil habitantes terá de desembolsar de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por ano para aplicar os serviços, e R$ 1 milhão pelos anos seguintes, para manutenção dos insetos.

O processo de liberação é dividido em três fases. Em um plano simulado para um município de 10 mil habitantes, na primeira fase, chamada de supressão, são liberados 2,5 milhões de insetos por semana (250 para cada habitante). Na consolidação, o total de lançamentos cai para um milhão por semana. As duas primeiras etapas duram de quatro a seis meses. Na terceira e última fase, a de manutenção, são liberados 500 mil mosquitos machos por semana.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 1º de janeiro e 5 de julho deste ano, o país registrou 659.051 casos de dengue, total que é 52,5% menor que o do ano passado (1.388.776 notificações). A quantidade de mortes também diminuiu. Foram 249 óbitos entre 1º janeiro e 5 de julho deste ano contra 541 no mesmo período do ano passado.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Oceano de Titã, lua de Saturno, pode ser tão salgado quanto o Mar Morto

Oceano de Titã, lua de Saturno, pode ser tão salgado quanto o Mar Morto

Com base nos dados de 10 anos da sonda espacial Cassini, novas descobertas dos líquidos de Titã mudam as percepções de possível vida no satélite

Oceano de Titã, lua de Saturno, pode ser tão salgado quanto o Mar Morto

O principal satélite natural de Saturno, a lua Titã, sempre foi rodeado de mistérios. Esse é o segundo maior satélite natural de todo o sistema solar, sendo maior do que o tamanho da nossa Lua (diâmetro 50% maior), porém detentor de uma atmosfera mais densa do que a da própria Terra. E, por enquanto, é uma das poucas estruturas espaciais que possui evidências claras de corpos líquidos pela superfície. Suposições preveem que existem vulcões gelados e ciclos intermináveis de chuvas em Titã, sendo que hoje já sabemos que esse satélite possui oceanos.
Os cientistas da NASA analisaram dados recentes da Missão Cassini e chegaram à conclusão de que o oceano presente em Titã pode ser tão salgado quanto o Mar Morto aqui da Terra, localizado entre os países de Israel e Jordânia. Os novos resultados foram adquiridos com base nos estudos topográficos coletados pela sonda Cassini no decorrer dos últimos 10 anos. Ao usar as informações de Cassini, os cientistas da NASA puderam criar um modelo de Titã, o que resultou na melhor compreensão das crostas de gelo presentes no exterior da lua de Saturno.

Um mundo congelado, frio e aparentemente salgado

“Titã continua a provar a si mesmo como um mundo infinitamente fascinante. Com nossa sonda de longa data Cassini, nós estamos descobrindo novos mistérios sobre Titã tão rapidamente quanto estamos solucionando os antigos”, disse Lina Spilker, cientista do projeto Cassini da NASA. Descobertas adicionais apoiaram as prévias indicações de crostas congeladas na Lua e que estão em um processo sólido de congelamento.
De acordo com as informações obtidas, os pesquisadores descobriram que existe um alto grau de densidade no mar de Titã para explicar os dados de gravidade. Isso quer dizer que o oceano é provavelmente muito mais salgado do que o originalmente pensado, como se fosse uma salmoura misturada com sais dissolvidos provavelmente de enxofre, sódio e potássio. A densidade indicada, segundo as pesquisas, faz do oceano de Titã muito mais salgado do que o Mar Morto, que já é dez vezes superior ao grau de sal encontrado nos oceanos da Terra.
“O oceano de Titã é extremamente salgado para os padrões da Terra”, disse o principal autor do trabalho, Giuseppe Mitri. “Sabendo disso, nós podemos mudar o modo como enxergávamos esse oceano como possível morada da vida como conhecemos, porém as condições podem ter sido bastante diferentes no passado”, garante ele. Mesmo sabendo nisso, os fatos não passam de suposição de dados, já que existem inúmeras outras características de Titã que não podem ser explicadas e que podem influenciar no processo.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Edição" no DNA pode ser arma contra o vírus da AIDS

Pesquisadores podem ter encontrado forma de fazer com que os infectados tenham mais chances contra o vírus


"Edição" no DNA pode ser arma contra o vírus da AIDS

O vírus do HIV — causador da AIDS — é uma das grandes pragas da civilização moderna e assola uma grande quantidade de pessoas ao redor do planeta, infectando cerca de 35 milhões de pessoas todos os anos. E, apesar de ainda ser considerada incurável pela comunidade científica, muitos pesquisadores continuam buscando formas de acabar com a doença ou ao menos reduzir o impacto dela na sociedade.
Uma das possibilidades que estão sendo pesquisadas nos Estados Unidos é relacionada à tentativa de mimetização de uma mutação genética. Em 2006, um homem chamado Timothy Ray Brown (HIV positivo e que sofria com leucemia) recebeu transplante de medula óssea e com isso adquiriu imunidade em relação ao vírus da AIDS — lembrando que casos parecidos já foram vistos. O motivo para isso seria uma mutação raríssima no terceiro cromossomo do doador.
Esta mutação — que ocorre em cerca de 1% dos caucasianos e em nenhuma outra pessoa, ao que se sabe até o momento — seria responsável por alterar o DNA fazendo com que as células humanas fechem as portas para a proteína essencial do HIV. Ou seja, ela impediria que o vírus continuasse se espalhando no interior do corpo humano — permitindo uma melhor defesa no sistema imunológico.

A cura definitiva?

O vírus da AIDS se espalha dentro do corpo humano por meio das proteínas das células T4, que são linfócitos auxiliares. Elas são dotadas de uma superfície chamada CD4, facilmente ligada às glicoproteínas GP-120 (foto abaixo) — que compõem as membranas externas do HIV. Foi anulando essas ligações que a mutação transplantada permitiu que o paciente ficasse imune à doença.
Apesar de esse caso ser muito animador, é preciso saber que ainda estamos completamente longe de uma cura definitiva. Brown pôde ter o vírus neutralizado dentro de seu corpo, mas ele ainda é portador. Mais do que isso, é preciso pensar em uma escala global: as chances de haver um doador de medula que possua essa mutação e que tenha compatibilidade com pessoas infectadas são ínfimas.

Existe uma solução?

professor Yuet Kan (Universidade da Califórnia — São Francisco) afirma que pode existir alguma forma de mimetizar essa mutação por meio de edições no genoma. Ele afirma que integrar a mutação não funcionaria no nível macro, mas pode ser eficiente em uma escala molecular. E o melhor é que isso aconteceria de uma maneira menos invasiva do que a doação e transplante de medulas.
Os pesquisadores da UCSF estão utilizando técnicas de edição genética para aplicar os trechos do genoma que seriam encontrados na mutação no lugar dos mesmos trechos do genoma do paciente, sendo assim integrada à “mutação” no corpo da pessoa infectada pelo HIV. Segundo o que eles contaram ao Daily Mail, isso está acontecendo por meio de uma técnica chamada CRISPR.
Ela consiste em substituir códigos genéticos em partes específicas de determinados cromossomos — como se fosse uma alteração de trechos de circuitos de uma placa eletrônica. Antes disso, ainda são utilizadas técnicas chamadas de Cas9, que funcionam como tesouras para retirar a parte do código que será substituída. Como a nova célula ainda é reconhecida como sendo do paciente, não há chances de rejeição.

Quando veremos isso nos hospitais?

Apesar de promissor, o novo método ainda está em fases iniciais de testes nos laboratórios norte-americanos. O processo é caro e deve demorar até que seja visto efetivamente em tratamentos ao público, mas é importante saber que existem movimentos da comunidade científica que buscam resolver um dos maiores problemas da saúde.

É verdade que as células do corpo humano se renovam a cada 7 anos?

É verdade que as células do corpo humano se renovam a cada 7 anos?


Saiba um pouco mais sobre o constante processo de “recauchutagem celular” e o que isso tem a ver com o envelhecimento dos humanos


É verdade que as células do corpo humano se renovam a cada 7 anos?

Você já parou para pensar no quanto as células que compõem o nosso organismo trabalham ao longo de nossas vidas? Os cabelos, assim como as unhas, nunca param de crescer, a nossa pele escama, vamos perdendo a memória, os ossos vão se tornando gradativamente mais fracos etc. No entanto, apesar de envelhecermos, as nossas células se mantém em um constante ciclo de renovação.
De acordo com o pessoal do how stuff works, pesquisas realizadas nos anos 50 demonstraram que, em média, 98% dos átomos presentes no interior das moléculas que compõem as células do corpo humano são renovados anualmente através do ar que respiramos, dos alimentos que ingerimos e dos líquidos que consumimos.

De átomos a células

Alguns anos depois, outro estudo, baseado na medição do carbono-14 no organismo — absorvido do ar pelas plantas que consumimos e, portanto, presente em nosso DNA —, demonstrou que as células também se renovam periodicamente. Isso ocorre por meio de um ciclo constante no qual as células vão envelhecendo e morrendo, sendo substituídas por outras novas.
No entanto, embora o corpo passe por uma “recauchutagem celular” da cabeça aos pés em intervalos que variam entre 7 e 10 anos, vale lembrar que as células de diferentes órgãos e tecidos se renovam com ritmos diferentes, dependendo do quanto cada uma precisa trabalhar para desempenhar suas funções.

Diferentes funções e ritmos

As hemácias, por exemplo, devido à árdua atividade que executam — transportando o oxigênio para os mais diversos tecidos do corpo através do sistema circulatório —, apenas sobrevivem por um pequeno período. Já as células da pele sofrem bastante desgaste graças à sua função protetiva, renovando-se a cada duas ou quatro semanas.
Os cabelos, por outro lado, demoram por volta de seis anos para as mulheres e três para os homens para completar esse processo. E o fígado — que funciona como uma espécie de filtro para uma grande variedade de contaminantes presentes no organismo — tem suas células renovadas em períodos que variam entre 150 a 500 dias.
As células do estômago e dos intestinos, por conta da ação dos ácidos estomacais, têm um período de vida bem mais curto, demorando cerca de 5 dias para que a renovação ocorra. E as células que compõem o esqueleto, embora estejam constantemente em regeneração, levam cerca de 10 anos para concluir o ciclo. Além disso, conforme envelhecemos, o processo se torna mais lento e, como consequência, nossos ossos se tornam mais fracos.

DNA e envelhecimento

Bem, tudo isso sem falar que também contamos com algumas células que não sofrem renovação ao longo de nossas vidas, como é o caso dos neurônios que compõem o córtex cerebral. Essa área é responsável por comandar funções relacionadas com a memória, linguagem, pensamentos e consciência, e é por conta de seu envelhecimento que vão surgindo problemas degenerativos como a demência, por exemplo.
Mas, se o ciclo de renovação celular está acontecendo constantemente, então por que é que envelhecemos? Neste caso, os cientistas acreditam que a resposta não se encontra em nossas células, mas sim no DNA presente no interior delas. Segundo ohow stuff works, os humanos envelhecem e morrem porque as células sofrem mutações ao longo dos anos, e essas alterações vão se tornando cada vez piores conforme são transmitidas para as novas células.

Estaria no espaço a resposta para o mistério do Triângulo das Bermudas?

Estaria no espaço a resposta para o mistério do Triângulo das Bermudas?

Cientistas italianos querem enviar um satélite para monitorar os fenômenos que ocorrem na área


Estaria no espaço a resposta para o mistério do Triângulo das Bermudas?

Você provavelmente já ouviu falar do Triângulo das Bermudas, uma zona com milhões de quilômetros quadrados de extensão, localizada no Oceano Atlântico. Seu perímetro fica em uma área que se encontra entre as Ilhas Bermudas, Porto Rico e as Bahamas.
A região é conhecida principalmente pelos inúmeros e incompreensíveis desaparecimentos de navios, barcos e aviões ocorridos por lá, o que, ao longo dos anos, vem gerando diversas teorias, especulações e superstições metafísicas quanto a o que, de fato, há no local.
Pensando nisso, cientistas do Instituto Nacional de Astrofísica da Bolonha estão trabalhando em um projeto que parte da hipótese de que a causa da anomalia está, na verdade, no espaço sideral. Para comprovar a teoria, eles enviarão um satélite para monitorar e medir a área misteriosa, conhecida no âmbito acadêmico como “Anomalia do Atlântico Sul”.

Cinturão de Van Allen

No entanto, as esquisitices envolvendo o Triângulo não se limitam apenas à sua área em alto mar. Seus fenômenos anormais se estendem a regiões que estão a centenas de quilômetros na superfície terrestre. São múltiplos relatos de astronautas que dizem ter visto clarões na área, provocando inexplicáveis problemas de funcionamento nos instrumentos de voo utilizados em suas aeronaves.
Algumas medições de satélites feitas anteriormente mostraram que o cinturão de Van Allen — região interior de radiação da Terra onde as partículas carregadas são concentradas — curiosamente encontra-se a uma menor distância do nosso planeta exatamente sobre a zona do triângulo das bermudas. Os pesquisadores acreditam que talvez a variação do cinturão sobre essa área possa ser a razão das anomalias e mistérios ocorridos no local.
O perímetro do Triângulo está em constante variação, em virtude de fatores físicos, climáticos, geográficos e geofísicos, que acabam influenciando no cálculo de sua área — que pode oscilar entre 1, 1 milhões de Km² e 3,95 milhões de Km². O satélite dos cientistas italianos poderá confirmar as informações obtidas nas pesquisas anteriores, que sugeriam que a zona da anomalia estaria se movendo para o Golfo do México.

Origem do mito

As lendas envolvendo o Triângulo das Bermudas tiveram início após um incidente envolvendo cinco aviões militares dos Estados Unidos.  Em 6 de dezembro de 1945, as aeronaves e suas tripulações, que somavam 14 pessoas, simplesmente sumiram sem deixar rastros, em um dia em que as condições metrológicas eram totalmente favoráveis para o voo.
Pouco antes da perda do contato, um dos pilotos informou à base de Fort Lauderdale que suas bússolas não estavam funcionando e que eles não sabiam onde estavam. Após realizar operações para rastrear os aviões desaparecidos e não encontrar qualquer vestígio, rumores  começaram a surgir no mundo inteiro especulando o haveria na misteriosa zona.

Cientistas da NASA descobrem objeto estranho em lua de Saturno

Cientistas da NASA descobrem objeto estranho em lua de Saturno


Algo brilhante e que tem mobilidade foi visto em um dos mares de Titã


Cientistas da NASA descobrem objeto estranho em lua de Saturno

A maior lua de Saturno, Titã, está sendo bastante comentada ultimamente. Há pouco tempo, foi encontrada uma pequena quantidade de propileno (material do plástico) na baixa atmosfera de lá. Além disso, ela tem recebido muitas atenções por conta de ser muito parecida com a Terra, tanto que os cientistas da NASA já apresentaram até um mapa topográfico de lá.
Titã está envolta em uma atmosfera densa e dourada, composta principalmente de nitrogênio, que é uma reminiscência de uma Terra primitiva e tem um extenso sistema de lagos, mares e rios cheios de etano e metano líquido.
Alvo de grandes observações, esse que é o maior satélite natural do planeta dos anéis (e segundo maior do Sistema Solar) guarda agora mais um fato curioso que veio à tona nas últimas semanas. Tudo porque alguns astrônomos observaram um objeto estranho e brilhante em sua superfície, mais especificamente em um dos mares dessa lua, batizado de Ligeia Mare.

Navegando?

The Guardian
Para chegar à descoberta, os astrônomos analisaram imagens obtidas pela sonda Cassini, da NASA, no ano passado e observaram esse ponto brilhante. Porém, o que intrigou mesmo os cientistas foi que esse objeto nunca havia sido observado nesse mar em outras imagens captadas antes de julho de 2013 e ele desapareceu novamente depois de alguns dias.
Embora os cientistas não tenham certeza de sua identidade no momento, eles especulam que poderia ser um vislumbre de processos geológicos dinâmicos que ocorrem no hemisfério norte de Titã.
O objeto brilhante tinha cerca de vinte quilômetros de comprimento e dez quilômetros de largura, sendo localizado a cerca de dez quilômetros ao largo da costa sul. Ele estava presente em uma imagem tirada no dia 10 de julho de 2013, mas ele tinha desaparecido em um conjunto de dados posteriores vistos em 26 de Julho.
Além disso, antes da observação de 10 de julho, o Ligeia Mare estava totalmente calmo e desprovido de ondulações. Com isso, os cientistas excluem que a tal “mancha” observada possa ser devida a erros no equipamento de imagem e estão quebrando a cabeça para com ideias sobre o que poderia ser.

Possibilidades

Blog Mirage Studio
É claro que para os mais entusiastas da existência de extraterrestres já têm a suposição deles na ponta da língua: Aliens. Mas, aparentemente, não é o caso. O Hemisfério Norte de Titã está passando por uma transição da primavera para o verão, o que poderia ser responsável pelo objeto brilhante e passageiro. Tendo essa possibilidade como base, a equipe propôs quatro hipóteses que eles acreditam que poderia explicar o fenômeno.
A primeira ideia é que as ondas podem estar sendo captadas devido à transição sazonal. Se este for o caso, então a imagem seria a primeira observação de ondas de águas profundas nesta lua. O clima mais quente traz consigo ventos mais fortes, portanto, é possível que, como o Hemisfério Norte começa a aquecer os ventos, eles aumentam consideravelmente as ondas no mar.
Um dos astrônomos que estuda o fenômeno, Jason Hofgartner, disse ao The Guardian que é uma boa possibilidade. No entanto, ele ainda não acredita que os ventos seriam fortes o suficiente para produzir ondas tão substanciais.
Outra hipótese é que talvez seja uma parte do material sólido que é suspenso no mar ou material congelado que começou a subir para a superfície com o aquecimento daquele hemisfério. Por último, também é possível que possa haver um aumento de gás liberado a partir do fundo do mar que subiu para a superfície na forma de bolhas.
"Provavelmente, vários processos, tais como diferentes ventos, chuva e marés podem afetar os mares de metano e etano em Titã. Queremos ver as semelhanças e diferenças entre os processos geológicos que ocorrem aqui na Terra", disse Hofgartner em um comunicado à imprensa. "Em última análise, ele vai nos ajudar a compreender melhor os nossos próprios ambientes líquidos aqui na Terra", completou.

Planejando um retorno

Daily MailImagem de Titã feita pela NASA
Os cientistas estão tão fascinados pelas descobertas de Titã, que planejam retornar em breve para verificar esse e outros aspectos dessa lua.
"As observações com radar da Cassini estão perto do limite de sensibilidade difícil de interpretar. Mas elas parecem ser o primeiro sinal de alguma coisa acontecendo naquele mar. A única coisa que podemos dizer com certeza é que temos de voltar a Titã, mas, da próxima vez com uma sonda flutuante, para que possamos ver de perto o que está acontecendo nos mares deste lugar incrível", disse Hofgartner.
Em março desse ano, alguns dos pesquisadores que trabalharam com Hofgartner informaram que observaram vislumbres de ondas pequenas em outro mar de Titã, chamado Punga Mare. Além disso, os instrumentos a bordo da Cassini registraram que a luz solar refletindo no mar era mais brilhante do que o esperado em alguns lugares, um efeito que pode ser causado pelo bater das ondas na costa.
A NASA até brincou com a ideia de enviar um barco para navegar nos mares de Titã, mas a proposta perdeu para uma missão a Marte. Porém, ainda há esperança de explorar a lua de Saturno com duas outras missões da Agência Espacial: com um balão ou um drone que mapearia superfície; ou lançar um submarino em outro mar do satélite: o Kraken.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Descoberta arqueológica prova que Buda nasceu no século VI a.C.



Arqueólogos Robin Coningham e Kosh Prasad Acharya nas escavações do templo Maya Devi; ao fundo monges tailandeses meditam.
Foto: National Geographic / Ira Block



  • Restos de uma estrutura de madeira e tijolos foram encontrados no mais antigo santuário budista do mundo, e pela primeira vez ligam o líder espiritual a um século específico




  • Escavações foram feitas dentro do templo sagrado Maya Devi, em Lumbini, no Nepal, considerado Patrimônio Mundial pela Unesco e há tempos identificado como o local de nascimento de Buda.
  • WASHINGTON - Arqueólogos encontraram no Nepal evidências de uma estrutura no local de nascimento de Buda que data do século VI a.C., e é o primeiro material arqueológico que liga a vida de Buda a um século específico.
    Em escavações dentro do templo sagrado Maya Devi, em Lumbini, no Nepal (considerado Patrimônio Mundial pela Unesco e há tempos identificado como o local de nascimento de Buda) os arqueólogos descobriram os restos de uma estrutura de madeira sob tijolos com um espaço aberto no centro, como um santuário, datada do século VI a.C. A pesquisa foi parcialmente financiada pela National Geographic Society e será publicada na edição de dezembro da revista “Antiquity”.
    Até agora, uma das primeiras evidências arqueológicas das estruturas do Budismo em Lumbini datava do século III a.C., do tempo do Imperador Asoka, que promoveu a expansão do Budismo do atual Afeganistão a Bangladesh.
    - Muito pouco se sabe da vida de Buda, a não ser por textos e tradição oral - disse o arqueólogo Robin Coningham, da Universidade de Durham, no Reino Unido, coautor da investigação. - Agora, pela primeira vez, temos uma sequência arqueológica em Lumbini que mostra um prédio tão antigo quanto o século VI a.C.
    O time internacional de arqueólogos, liderado por Coningham e Kosh Prasad Acharya, do Pashupati Area Development Trust, no Nepal, acredita que a descoberta contribui para um maior entendimento do desenvolvimento do Budismo, assim como a importância espiritual de Lumbini.
    Para determinar as datas do santuário de madeira e da estrutura de tijolos, fragmentos de carvão e grãos de areia foram testados usando uma combinação de radiocarbono e técnicas de luminescência opticamente estimulada. Pesquisas geoarqueológicas também confirmaram a presença de raízes de árvores antigas no vazio central do templo — textos sobre o nascimento de Buda contam que a rainha Maya Devi no momento de dar à luz, em vez de sentir dor, teve uma visão: viu-se apoiada numa árvore, segurando um de seus ramos com a mão direita, enquanto os deuses Brahma e Indra tiravam dela, sem dor, uma criança.
    - A Unesco está muito orgulhosa de estar associada a esta importante descoberta em um dos lugares mais sagrados para uma das religiões mais antigas do mundo - disse a diretora geral da Unesco, Irina Bokova, que pediu “mais pesquisas arqueológicas, trabalho de conservação e gerenciamento do sítio” para garantir a proteção de Lumbini.
    - O governo do Nepal não poupará esforços para preservar este site - anunciou Ram Kumar Shrestha, ministro da Cultura, Turismo e Aviação Civil do Nepal.
    Lumbini é um dos sítios arqueológicos associados à vida de Buda, os outros são Bodh Gaya, onde Buda se tornou iluminado; Sarnath, onde ele fez a primeira pregação; e Kusinagara, onde ele morreu. O templo Maya Devi continua sendo um santuário, tanto que os arqueólogos tiveram que trabalhar na presença de monges, freiras e peregrinos.
  • O maior motor a jato do mundo é mais potente que foguetes dos anos 1960


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    O avião dos irmãos Wright decolou em 1903 com míseros 12 cavalos de potência. Orville e Wilbur não imaginavam que 110 anos depois aqueles motores evoluiriam e chegariam a um modelo que lembra uma usina com mais cavalos de potência do que o Titanic e o Mercury-Redstone 3 –juntos.

    A série GE90 de motores aéreos da GE Aviation está sendo criada exclusivamente para as aeronaves 777 da Boeing. A tecnologia GE90 originalmente se desenvolveu a partir do Motor Eficiente em Energia da NASA criado nos anos 1970 e estreou em 1995 a bordo do British Airway 777. Os primeiros três modelos vangloriavam-se de impulsos de 330kN a 510kN. De 1995 para cá, a série GE90 melhorou o desempenho com modelos maiores – o -110B1 e o -115B – que podem decolar com impulso superior a 550kN. Esses modelos maiores atualmente são exclusivos para os novos e maiores modelos Boeing 777 – o 777-200LR, 777-300ER e 777-200F.
    O modelo maior é o GE90-115B. Com 5,4 metros de largura e 3,5 metros de extensão, além de uma turbina de 3,2 metros de diâmetro, ele pesa incríveis 8,2 toneladas. Apesar do seu tamanho, ele é um dos motores mais eficientes em serviço hoje em dia. Ele usa um compressor de ar em 10 fases, guiado pela turbina de 2 estágios do motor para gerar uma taxa de pressão 23:1 no turbocompressor.
    A construção do motor é tão surpreendente quanto o seu desempenho. O GE90 usa um novo material composto com matriz de cerâmica que pode aguentar temperaturas maiores (até 1.315ºC) do que motores de tamanho parecido, o que economiza até 10% mais combustível por voo do que os outros modelos GE90.
    Além de ser o maior motor do mundo e o mais eficiente na sua categoria, o GE90-11B também é o motor a jato mais potente em todo o planeta. Em testes feitos em instalações da GE nos Estados Unidos em 2002, o -115B demoliu recordes anteriores com incríveis 546.98 kN de potência. E ele nem estava em seu limite. Os engenheiros simplesmente rodaram um teste simples para ver o que ele conseguiria fazer.
    E esse não é o único recorde mundial pertencente a ele. O GE90-115B também é responsável pelo voo comercial mais longo da história – 22 horas e 42 minutos em 1995 voando de Hong Kong para Londres. Ele sobrevoou o Pacífico, os Estados Unidos e o Atlântico até chegar à capital britânica. [GE Reports - Wikipedia - GE Aviation]
    O Gizmodo US agora tem um blog voltado para aviação – é o Air Travel Week. Você pode ler mais posts por lá. Este foi postado originalmente em 1 de abril de 2013.



    Sai da frente, grafeno: o condutor elétrico do futuro pode ser o estaneno


    stanene
    Quando se trata de supermateriais, o grafeno recebe toda a atenção. Mas uma equipe de pesquisadores desenvolveu o estaneno, uma camada de átomos de estanho. Ele poderia ser o primeiro material do mundo a conduzir eletricidade com 100% de eficiência em temperatura ambiente.

    Há muito tempo, cientistas tentam descobrir e criar isolantes topológicos: são materiais que só conduzem eletricidade através de suas bordas ou superfícies externas, mas não em seu interior. Se esse material tiver um átomo de espessura, teoricamente ele poderia conduzir eletricidade com 100% de eficiência – embora em condições de temperatura que nem sempre são úteis.
    No entanto, cientistas da Universidade Stanford e do SLAC (Centro Stanford de Acelerador Linear) descobriram que uma só camada de estanho seria um isolante topológico em temperatura ambiente. Não só: eles notaram que, ao acrescentar alguns átomos de flúor, a eficiência de 100% se estendia para temperaturas de pelo menos 100ºC.
    A modelagem teórica confirmou o palpite, e o estaneno cumpriu a promessa. Shoucheng Zhang, professor de física na Universidade de Stanford, explica:
    “No futuro, podemos imaginar o estaneno sendo usado por muitos mais estruturas de circuito, e até substituindo o silício nos transistores… [Ele poderia] aumentar a velocidade e reduzir o consumo de energia em futuras gerações de chips de computador, se nossa previsão for confirmada por experimentos em vários laboratórios ao redor do mundo.”
    Por enquanto, o estaneno é coisa de laboratório, um protótipo de material que deverá passar por uma série de testes antes de ser amplamente usado. Se a equipe superar os desafios de produção – por exemplo, garantindo que a camada de estanho se manterá intacta na fabricação de componentes – então ele poderá ser o supercondutor do futuro. [Physical Review Letters via Kurzweil]

    quinta-feira, 21 de novembro de 2013

    Nuvem de asteroide pode ser usada para reduzir o aquecimento global

    Plano consiste em usar essa poeira para criar uma espécie de escudo contra a radiação solar.

    A “guerra” contra o aquecimento global ganha novos adeptos o tempo todo. E algumas dessas pessoas são cientistas realmente engajados na solução desse grande problema. Por conta disso, um grupo de cientistas da Escócia defende o uso da poeira desprendida por um asteroide para proteger o planeta.
    Apesar de ser complicado para ser posto em prática, o plano é bastante simples de ser explicado. Os estudiosos querem atrair o asteroide 1036 Ganymed até a órbita da Terra, de modo que a nuvem que está em volta dele o siga. Dessa maneira, uma espécie de escudo feito de poeira vai proteger o planeta contra a radiação solar.
    Para trazer o corpo celeste e a sua nuvem, os cientistas pretendem usar um dispositivo eletromagnético chamado de “Mass Driver”. Com esse recurso, seria possível guiar o asteroide até a órbita terrestre — a posição correta seria quatro vezes mais distante do que a da Lua.

    Esforço grande e resultado pequeno

    Segundo os estudos realizados, seria possível proteger o planeta contra 1,7% da radiação solar — o que resultaria em um resfriamento muito pequeno para ser expressivo, como defende Russell Bewick, que também é um cientista escocês.
    Por conta dos resultados baixos, o projeto tem grandes chances de não sair do papel. Outras soluções “mirabolantes” já foram recusadas, como a construção de grandes espelhos espaciais que iriam refletir os raios solares.
    Fonte: LiveScience

    É possível calcular o peso de uma nuvem?

    É possível calcular o peso de uma nuvem?

    Sim, é! Confira o método utilizado por uma pesquisadora norte-americana para descobrir o peso aproximado de uma cumulus.

    Quando paramos e observamos uma nuvem, é difícil não imaginá-la como algo extremamente leve e que você pode segurar com o seu dedo mindinho – contudo, você já parou para pensar quanto realmente pesam esses amontoados de gotículas de água condensada?
    Pois a pesquisadora Peggy LeMone, a serviço do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (uma instituição científica norte-americana), resolveu dar um jeito de descobrir o peso exato de uma cumulus – tipo mais comum de nuvem que se forma em ambientes cujo ar é mais estável.

    Uma nuvem do tipo cumulusFonte da imagem: Reprodução/InfoEscola

    Como funciona esse método?

    A técnica utilizada pela cientista é bastante simples. Primeiramente, calcule o quão densa é a nuvem que será analisada; no caso das cumulus, esse índice costuma ser de ½ gramas de água por metro cúbico, de acordo com análises científicas.

    Em seguida, é necessário descobrir o tamanho aproximado da nuvem, algo que pode ser feito analisando sua sombra quando o sol estiver bem em cima dela. De acordo com LeMone (que gosta de descobrir o tamanho exato de uma cumulus dirigindo sobre sua sombra e observando o odômetro de seu carro), uma nuvem comum tem em média um quilômetro de diâmetro.

    Além disso, como elas geralmente são cúbicas, você pode calcular que ela também possui um quilômetro de altura; logo, cem bilhões de metros cúbicos de volume.

    Agora basta fazer uma conta simples com a densidade e o volume para descobrir quanta água há na nuvem. Neste caso, são 500.000.000 gramas de água. Quer visualizar melhor o quão pesado isto é? LeMone explica que é o equivalente a uns 100 elefantes, uns 2,5 mil jumentos ou 33 apatossauros, caso estivéssemos na pré-história.

    Fonte da imagem: Reprodução/Fottus

    Heim?

    Impressionado? Bom, se você estiver se perguntando como algo tão pesado pode sobrevoar o céu de uma forma tão tranquila e pacífica, a resposta é mais simples ainda: todo esse peso está distribuido em trilhões de partículas incrivelmente minúsculas espalhadas em um espaço realmente grande. Algumas delas são tão pequenas que você precisaria de milhões delas para formar uma única gota de chuva; logo, a gravidade sobre elas é algo insignificante.

    Além disso, a nuvem flutua por ser menos densa do que o ar seco; contudo, quando a densidade da água aumenta e as gotículas ficam mais pesadas, a nuvem se desmancha e dá início a chuva que todos conhecemos. Interessante, não?

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